Idiomas: Dicas para Começar

Boa tarde, leitores ❤ O post de hoje é looooongo, já aviso.

Creio que boa parte de vocês já devem ter entrado em aulas de idiomas, seja de inglês, francês, espanhol… Alguns permaneceram, outros acharam chato, outros não puderam continuar por um tempo e retornaram. As histórias são muitas, e acontecem com todo mundo. Porém, uma coisa é certa: aprender uma nova língua não é fácil.

Minha história em relação a estudar novas línguas foi assim:
1. Comecei inglês com 7 anos de idade no colégio, e só fui me focar no estudo aos 13 anos.
2. Entrei pro curso de francês com 12 anos, e saí com 16 anos (faltou o nível avançado).
3. Voltei-me ao alemão com 16 anos e saí com 17 anos para me focar totalmente no vestibular. Com 18 anos, eu fiz intercâmbio para a Alemanha por 6 meses.
4. Depois de voltar ao Brasil, ainda com 18 anos, descobri que a Prefeitura do Recife oferece cursos de russo em certos centros profissionalizantes. Eu entrei em um deles com 20 anos (este ano de 2015!).

Dicionarios1

Tortinhos, porém ainda estáveis!

A princípio parece absurdo, mas nao é. Eu segui algumas poucas regras (aprendi com a vida) que me fizeram me manter firme no estudo dos idiomas. Leia a seguir:

1. Aprenda Português

Parece óbvio, mas não é. Pegue uma língua qualquer e compare com outra. Pelo menos uma regra gramatical elas têm em comum. Seres humanos de várias culturas se assemelham em muitos aspectos, e a linguagem faz parte desse fator. Portanto, se você quer dominar parte de uma outra cultura, você precisa antes prestar atenção na sua. Não negligencie suas aulas de português do colégio.

2. Aprenda Inglês

Parece brincadeira, mas acredite: aprender a língua universal é muito necessário. Ela é a porta para o mundo. Mesmo que Mandarim seja falado por mais de um bilhão de habitantes e Espanhol seja o principal idioma de nossos vizinhos, o Inglês é considerado universal e você não pode fugir dele. Na Internet, nos produtos, na comunidade científica, por toda parte o idioma estará presente.
Bônus: Use as aulas do colégio e/ou da faculdade a seu favor. Elas podem ensinar bem, se você se forçar a escrever textos cada vez maiores e mais elaborados, a fazer a tarefa de casa (sim sim é importante), usar a internet em inglês para levar o estudo para casa etc. Funcionou comigo.

3. Confiante em Português e Inglês? Escolha a “raiz” para a terceira língua.

Raiz? Vou explicar de uma forma leiga, pois eu não sou da área de Letras (esses masters vão esclarecer suas dúvidas melhor do que eu).
Eu considero o Francês uma raiz, o Alemão outra raiz e o Russo uma terceira raiz. CALMA, não são raízes linguísticas de fato, são apenas uma classificação que criei para facilitar minhas escolhas.
Aprendi Francês, e isso me deu mais facilidade de entender espanhol e italiano (pelo menos na leitura). Aprendi Alemão, e o Holandês veio quase junto, por ambos são muito semelhantes, e também aprendi a fonética dos países nórdicos. Estou aprendendo Russo, e agora tenho domínio do alfabeto Cirílico, usado também nos Balcãs.
Entendem a força de uma língua? Quando você aprende uma, ela pode servir como base para aprender várias outras. Dependendo do seu gosto, você pode escolher entre uma dessas e continuar seus estudos.

Dicionarios2

O dicionário de bolso de alemão me acompanhou durante todo o Intercâmbio

4. Não desista do idioma só porque a aula é chata.

É um dos maiores problemas na hora de aprender. As aulas geralmente são paradas, sem muita descontração, e quando tentam melhorar, fazem atividade em grupo, que também são chatas. Eu não gostava das minhas aulas de francês… Eram sempre no sábado de manhã, e eu muitas vezes pensei em desistir. Mas quando você descobre que consegue ler avisos, livros, e tem um diálogo (mesmo sendo mínimo) com um nativo, você percebe o esforço sendo recompensado. Não desista por tédio, desista se não houver tempo para fazer aquilo, no máximo.

5. NÃO faça cursos visando melhorar o currículo. Faça por prazer.

Outro grande problema que leva a desistência é o interesse por trás das aulas. Aprender um idioma leva tempo – eu passei 6 anos no inglês só pra perceber que é necessário aprendê-lo, e 4 anos no francês, sem fazer o avançado – e quem quer um resultado imediato, para trabalhar, não aguenta a lentidão. Aprender exige um esforço físico, psicológico e emocional. E só o prazer vai mantê-lo nessa rotina.

6. Não se ache incapaz, seja por inteligência ou dinheiro.

Eu nao aprendi línguas da noite pro dia. Quando me veem com 20 anos e 4 línguas na mão, acham que sou superdotada e/ou muito rica. Não é bem isso. Minha família me estimulou a começar a aprender cedo, com o argumento de que quanto mais velho, mais devagar se aprende. E fiz tudo isso na paz e tranquilidade, enquanto meu cérebro ainda crescia e eu atingia a puberdade (joga essa fase pela janela, eu detestei essa fase mais que qualquer coisa da minha vida). Considera-se tão incapaz quanto uma criança ou um adolescente? A capacidade de nosso cérebro é incrível, portanto exija o máximo possível dele.
E sobre dinheiro: depois que descobri que a prefeitura fornece cursos de idiomas, percebi que há condições para várias pessoas tentarem aprender de graça. A questão é a inscrição ser pela internet e começar meia-noite … Quem não tem computador perde a oportunidade de ingressar nas aulas de inglês (as vagas lotam em 15 minutos). Mas o caminho mais difícil, que é o de a prefeitura fornecer oportunidades, já não está tão difícil assim. Vale a pena procurar saber se a prefeitura de sua cidade também tem esses cursos.


Se as dicas agradaram, posso fazer outro post mostrando como estudar línguas. E considerem o que escrevi, pois esses pensamentos me ajudaram muito!

Estude! Estude! Estude! Estude! :3

Imagens feitas por mim.

~ Maíra Azevedo
28.07.2015 / Chuva passageira e pouco frio

Anúncios