{Coletivo} 7 Países para conhecer antes de morrer

Boa noite, leitores pacientes!

Recentemente, semana passada acredito, comecei a participar de um grupo de blogueiras mais direcionado a viagens e tudo relacionado a elas (dicas, dúvidas etc.) chamado Bloggers Out and About. Os assuntos são bem interessantes e desde que entrei os conselhos e dicas não pararam de surgir! Todavia, nos últimos tempos eu não estou conseguindo viajar, mas já carrego uma “boa bagagem” com as que já fiz desde 2007, então sempre estou a fim de me manter atualizada nesse assunto. Afinal, quem não quer conhecer mais a respeito deste mundo?

Neste post, eu gostaria de citar 7 países que eu tenho interesse em conhecer, mas é provável que eu ainda demore um pouco até conseguir realizar esses objetivos! Eu coloquei cada local em ordem de preferência e vontade de conhecer, tipo, o número 01 eu quero para agora!

[Eu não tenho autoria sobre nenhuma foto mostrada abaixo]

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1. Geórgia

Peloamordedeus não confundam com aquele estado no sul dos Estados Unidos. Geórgia é um país que faz fronteira com a Rússia na região do Cáucaso – cheia de montanhas. Possui uma história milenar e uma cultura bem representada na língua, na arquitetura, na culinária e na dança. Sonho com o dia que eu terei coragem de atravessar meio mundo (literalmente) para poder ver de perto esse lugar tão diferente.

2. Rússia

Sou curiosa para conhecer a gigante Rússia. Eu já tinha certo interesse na língua e na arquitetura do país, mas com o tempo eu aprendi como a histórias e a visão do povo são diferentes daqui do Brasil. Minha vontade de explorar novos lugares aumenta bastante quando algo não é óbvio – a começar pelo alfabeto deles.

3. Cuba

Porém, algo óbvio de se notar nessa lista serão os lugares que pretendo visitar e a “relação deles tanto no passado quanto no presente com políticas esquerdistas”. Sim, Cuba não poderia faltar em meus sonhos de viagem, e o motivo é o mesmo que você está pensando: gostaria de conhecer o país que se revoltou contra os norte-americanos e apresenta consequências desse ato até os dias atuais. As praias eu imagino serem belíssimas, mas deixo passar.

4. Dinamarca

Acredito que a Dinamarca, junto à Noruega, Suécia, Finlândia e Islândia sejam um exemplo de qualidade de vida e eficiência de um sistema social democrata (eu disse certo?). Eu conheço a cultura alemã da organização e respeito e quero ter certeza de que posso encontrar semelhanças em outros países, sendo eles vizinhos ou não. Além de que todos os aspectos culturais devem ser uma novidade para mim, que venho da América Latina.

5. Islândia

Dizem ser o fim do mundo, apenas uma ilha gelada afastada da Europa, mas creio haver aspectos incríveis a serem explorados na Islândia. Também considero um bom modelo de qualidade de vida e gostaria de ver de perto, assim como na Dinamarca. Mas me questiono se o suposto isolamento e longos meses frios trazem algo de diferente do resto dos países nórdicos.

6. China

shanghai

Mudando da água pro vinho, como seria visitar o país mais populoso do mundo? Com uma cultura de milhares de anos e um idioma que eu demoraria uma eternidade para aprender uma frase? Eu sou muito curiosa para conhecer a China, até mais que o Japão. Apesar de eu imaginar que seja difícil ir tão longe do Brasil e não ter garantia de que vão entender meu inglês, eu não deixo de ter o desejo de ver um lugar tão especial.

7. Portugal

Já que, há 500 anos, um certo país resolveu influenciar o que hoje é o Brasil, eu acho mais que necessário entender a história de um colonizador por completo. Não julgo os portugueses nem Portugal atual, muita coisa mudou, de fato. Todavia, tenho o interesse de visitá-lo e ter contato com a cultura de lá, e não só na capital Lisboa. Também desejo ver a cidade de Porto e Sagres (e procurar algo que mostre mais sobre as navegações). Sério, eu não teria coragem de me lançar no Atlântico como os portugueses fizeram.

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Os países trazem interesse para vocês também?
Quais desejam visitar? (:

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Fonte: Eu perdi os links das fotos. Mil perdões!!
Imagem em Destaque (Tbilisi, Geórgia)

~ Maíra Azevedo
20.02.2016 / Inspirações pré-volta às aulas

Este post faz parte de uma postagem coletiva do grupo Bloggers Out and About. Procure saber mais sobre o grupo no facebook!

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Idiomas: O que o Russo me ensinou

Não esqueça de ler Idiomas: Dicas para Começar, escrito em julho de 2015, mas ainda bem atual!

Здравствуйте друзья! — Okay, não. Olá, amigos!

Por favor, não perguntem “Por que russo?”, já que eu nunca tive uma boa resposta para explicar meu interesse no idioma. Com certeza, aprender sobre a URSS faz com que você desperte interesse nas culturas das 15 repúblicas soviéticas (a da Geórgia e da Armênia são incríveis), todavia acredito que meu vício em aprender línguas também tenha me induzido a procurar saber mais sobre russo.

Neste post, porém, vou apenas apresentar o Russo na sua forma mais “seca” possível, ou seja, suas regras de gramática, o alfabeto e as diferenças das línguas mais conhecidas. Contudo, entenda que, ao aprender um idioma, a cultura de um povo é apresentada a você, e essa experiência pode ser muito valiosa.

Você se lembrou das matryoshkas, não? (:

1. Dedicação: O Russo começa difícil, depois facilita, depois volta a ter certa dificuldade.

Essa característica do russo deve ser levada a sério, por isso os iniciantes devem se dedicar muito nos primeiros 6 meses do curso, se não quiserem ficar atrasados para sempre.
O alfabeto é a primeira etapa e a mais difícil, na minha opinião. Você volta aos 6 anos de idade e necessita treinar caligrafia, cantar o ABC e ler para os colegas frases curtas, para enfim dominar o alfabeto, aprender a ler e poder começar a aprender a gramática. A facilidade vem depois de ultrapassar esta fase, onde o “eu, tu, ele” aparece e tudo se acalma. A dificuldade posterior é pela gramática, que em qualquer idioma, pode trazer problemas.

2. Humildade: Por falar em alfabeto, o cirílico tem 33 letras – enquanto o latino atual tem 26.

Entre essas letras, há aquelas que possuem o som de duas unidas, outra que faz a consoante anterior a ela ter um som mais “leve, brando”, e as idênticas às latinas que conhecemos (a, e, o, k…). Línguas de alfabetos diferentes exigem humildade, pois não é sempre que você se sente na necessidade de reaprender a ler e a escrever.

3. Sabedoria: Quanto mais idiomas você sabe, mais você percebe que a gramática russa pode ser [de certa forma] simples.

Quando você passa do alfabeto russo, um sorriso se abre ao perceber que não há artigos nesta língua, só há uma (1) variação do passado (no português, há 3), o verbo ser não existe no presente… E apesar de haver 6 declinações para as orações nominais e verbais (aquela história de acusativo, nominativo, que no alemão tem 4), o russo não tem artigo para você se perder, portanto a maioria delas só modificam terminações dos substantivos.
Caso tenha ficado complicado de entender, o resumo é: a gramática russa é amigável, e você entenderá isso se já tiver passado pelas conjugações verbais do francês e as declinações do alemão.

4. Coração aberto: Pode ser que eu nunca vá para a Rússia ou que utilize meus conhecimentos, mas aprender não exige um uso imediato.

E esse é o motivo pelo qual muitos me perguntam por que eu estudei russo em 2015. Na hora de ganhar conhecimento, não podemos nos deter ao “significado material” dele. “Vou usar para viajar?”, “Vou usar para trabalhar?”, “Não gosto de Putin, não vou aprender sobre a cultura de 140 milhões de pessoas”. Tudo isso resume um pensamento que lhe impede de crescer. Apenas abra seu coração para o novo, para o desafio, e será mais feliz.

-10ºC ao meio-dia na foto, minha aposta final.

É maravilhoso ser um aprendiz.
Você já considerou iniciar um estudo diferente neste 2016?

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Fontes:
Matryoshkas (Bonecas Russas)Catedral de São Basílio (Moscou)
Imagem em Destaque

~ Maíra Azevedo
05.01.2016 / Derretendo no Recife

Idiomas: Dicas para Começar

Boa tarde, leitores ❤ O post de hoje é looooongo, já aviso.

Creio que boa parte de vocês já devem ter entrado em aulas de idiomas, seja de inglês, francês, espanhol… Alguns permaneceram, outros acharam chato, outros não puderam continuar por um tempo e retornaram. As histórias são muitas, e acontecem com todo mundo. Porém, uma coisa é certa: aprender uma nova língua não é fácil.

Minha história em relação a estudar novas línguas foi assim:
1. Comecei inglês com 7 anos de idade no colégio, e só fui me focar no estudo aos 13 anos.
2. Entrei pro curso de francês com 12 anos, e saí com 16 anos (faltou o nível avançado).
3. Voltei-me ao alemão com 16 anos e saí com 17 anos para me focar totalmente no vestibular. Com 18 anos, eu fiz intercâmbio para a Alemanha por 6 meses.
4. Depois de voltar ao Brasil, ainda com 18 anos, descobri que a Prefeitura do Recife oferece cursos de russo em certos centros profissionalizantes. Eu entrei em um deles com 20 anos (este ano de 2015!).

Dicionarios1

Tortinhos, porém ainda estáveis!

A princípio parece absurdo, mas nao é. Eu segui algumas poucas regras (aprendi com a vida) que me fizeram me manter firme no estudo dos idiomas. Leia a seguir:

1. Aprenda Português

Parece óbvio, mas não é. Pegue uma língua qualquer e compare com outra. Pelo menos uma regra gramatical elas têm em comum. Seres humanos de várias culturas se assemelham em muitos aspectos, e a linguagem faz parte desse fator. Portanto, se você quer dominar parte de uma outra cultura, você precisa antes prestar atenção na sua. Não negligencie suas aulas de português do colégio.

2. Aprenda Inglês

Parece brincadeira, mas acredite: aprender a língua universal é muito necessário. Ela é a porta para o mundo. Mesmo que Mandarim seja falado por mais de um bilhão de habitantes e Espanhol seja o principal idioma de nossos vizinhos, o Inglês é considerado universal e você não pode fugir dele. Na Internet, nos produtos, na comunidade científica, por toda parte o idioma estará presente.
Bônus: Use as aulas do colégio e/ou da faculdade a seu favor. Elas podem ensinar bem, se você se forçar a escrever textos cada vez maiores e mais elaborados, a fazer a tarefa de casa (sim sim é importante), usar a internet em inglês para levar o estudo para casa etc. Funcionou comigo.

3. Confiante em Português e Inglês? Escolha a “raiz” para a terceira língua.

Raiz? Vou explicar de uma forma leiga, pois eu não sou da área de Letras (esses masters vão esclarecer suas dúvidas melhor do que eu).
Eu considero o Francês uma raiz, o Alemão outra raiz e o Russo uma terceira raiz. CALMA, não são raízes linguísticas de fato, são apenas uma classificação que criei para facilitar minhas escolhas.
Aprendi Francês, e isso me deu mais facilidade de entender espanhol e italiano (pelo menos na leitura). Aprendi Alemão, e o Holandês veio quase junto, por ambos são muito semelhantes, e também aprendi a fonética dos países nórdicos. Estou aprendendo Russo, e agora tenho domínio do alfabeto Cirílico, usado também nos Balcãs.
Entendem a força de uma língua? Quando você aprende uma, ela pode servir como base para aprender várias outras. Dependendo do seu gosto, você pode escolher entre uma dessas e continuar seus estudos.

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O dicionário de bolso de alemão me acompanhou durante todo o Intercâmbio

4. Não desista do idioma só porque a aula é chata.

É um dos maiores problemas na hora de aprender. As aulas geralmente são paradas, sem muita descontração, e quando tentam melhorar, fazem atividade em grupo, que também são chatas. Eu não gostava das minhas aulas de francês… Eram sempre no sábado de manhã, e eu muitas vezes pensei em desistir. Mas quando você descobre que consegue ler avisos, livros, e tem um diálogo (mesmo sendo mínimo) com um nativo, você percebe o esforço sendo recompensado. Não desista por tédio, desista se não houver tempo para fazer aquilo, no máximo.

5. NÃO faça cursos visando melhorar o currículo. Faça por prazer.

Outro grande problema que leva a desistência é o interesse por trás das aulas. Aprender um idioma leva tempo – eu passei 6 anos no inglês só pra perceber que é necessário aprendê-lo, e 4 anos no francês, sem fazer o avançado – e quem quer um resultado imediato, para trabalhar, não aguenta a lentidão. Aprender exige um esforço físico, psicológico e emocional. E só o prazer vai mantê-lo nessa rotina.

6. Não se ache incapaz, seja por inteligência ou dinheiro.

Eu nao aprendi línguas da noite pro dia. Quando me veem com 20 anos e 4 línguas na mão, acham que sou superdotada e/ou muito rica. Não é bem isso. Minha família me estimulou a começar a aprender cedo, com o argumento de que quanto mais velho, mais devagar se aprende. E fiz tudo isso na paz e tranquilidade, enquanto meu cérebro ainda crescia e eu atingia a puberdade (joga essa fase pela janela, eu detestei essa fase mais que qualquer coisa da minha vida). Considera-se tão incapaz quanto uma criança ou um adolescente? A capacidade de nosso cérebro é incrível, portanto exija o máximo possível dele.
E sobre dinheiro: depois que descobri que a prefeitura fornece cursos de idiomas, percebi que há condições para várias pessoas tentarem aprender de graça. A questão é a inscrição ser pela internet e começar meia-noite … Quem não tem computador perde a oportunidade de ingressar nas aulas de inglês (as vagas lotam em 15 minutos). Mas o caminho mais difícil, que é o de a prefeitura fornecer oportunidades, já não está tão difícil assim. Vale a pena procurar saber se a prefeitura de sua cidade também tem esses cursos.


Se as dicas agradaram, posso fazer outro post mostrando como estudar línguas. E considerem o que escrevi, pois esses pensamentos me ajudaram muito!

Estude! Estude! Estude! Estude! :3

Imagens feitas por mim.

~ Maíra Azevedo
28.07.2015 / Chuva passageira e pouco frio